MELT

Desenvolvimento de um protótipo de impressora 3D totalmente funcional capaz de trabalhar em microgravidade e imprimir polímeros de engenharia de alto grau.

Resumo

Projecto desenvolvido para a ESA (Agência Espacial Europeia), em consórcio com a Active Space Technologies portuguesa, a sua filial na Alemanha (adquirida durante o projecto pela Sonaca Space e hoje Azimut Space), a OHB-System e a BEEVERYCREATIVE. Foi criado um protótipo totalmente funcional para a impressão 3D de polímeros de engenharia de alto desempenho, em ambiente de microgravidade.
A BEEVERYCREATIVE fez a conceção, desenho, assemblagem e primeiros testes da impressora.
A ESA usa esta impressora com regularidade em projetos como o do planeamento para o estabelecimento de uma base habitável na Lua ou a exploração de Marte.

PEEK em microgravidade

Possibilidade de utilizar variados polímeros, incluindo os de mais alto grau de engenharia em ambiente de microgravidade

Força Gravítica

Leve, mas de construção mecânica robusta, capaz de manter toda a sua capacidade de operação após ser sujeita aos cerca de 9G da saída da Terra, sem necessidade de intervenção de manutenção.

Operação Remota

Possibilidade de operação remota do equipamento a partir da Terra para menor consumo de tempo dos Astronautas/Cientistas

Espaço Limitado

Equipamento desenhado para caber na porta da GloveBox (Cabine de Isolamento) a bordo da ISS

Descrição

Através de concurso público lançado pela ESA (Agência Espacial Europeia), o consórcio formado por 4 empresas europeias (Active Space Technologies portuguesa, a sua filial na Alemanha, que durante o projeto foi adquirida pela SONACA Space, a OHB-System e a BEEVERYCREATIVE), desenvolveu um protótipo totalmente funcional para a impressão 3D de polímeros de engenharia de alto desempenho, em ambiente de microgravidade. Este projeto desafiador, englobado no caminho crítico da ESA para a fabricação “in situ”. Envolveu o estudo das várias tecnologias alternativas, tendo um painel de especialistas nomeado pela ESA feito a apreciação de diversos critérios, como são exemplos a segurança ou a facilidade de utilização, e selecionado a impressão por deposição de filamento.
De requisitos complexos, por ter de ser suficientemente pequena para poder entrar na porta da “Glove Box” que se encontra a bordo da ISS, mas nela poderem ser impressos um largo número de objetos que se usam a bordo, como ferramentas, frascos de recolha de amostras, tubagens de substituição entre outros elementos de uso frequente e que ocupam grande espaço de armazenagem, resistir às enormes forças gravíticas do lançamento para saída da Terra, mas imprimir materiais muito exigentes em ambiente de microgravidade, com qualidade para serem resistentes, vedantes, leves e biocompatíveis, minimizando o consumo de energia.
Coube à BEEVERYCREATIVE fazer a conceção, desenho, assemblagem e primeiros testes da impressora. E mais, era forçoso e foi conseguido, que a sua utilização fosse muito fácil e possível de ser comandada remotamente a partir da Terra. Não há tempo a perder com o ensinamento de ferramentas complexas e difíceis, nem a sua manipulação intensiva por parte dos Astronautas/Cientistas, cuja prioridade é fazer investigação. Quer o equipamento quer o seu software foram concebidos de forma a que a tripulação apenas necessita de fazer o carregamento do material consumível e retirar os objetos impressos.
Após provar com sucesso o seu desempenho e funcionalidade, a nova impressora 3D foi entregue à Agência Espacial Europeia (ESA), que a usa com regularidade em projetos como o do planeamento para o estabelecimento de uma base habitável na Lua ou a exploração de Marte e, provado que ela imprime até em gravidade invertida, se colocada a funcionar com a base para cima, a ESA lançou o concurso seguinte, com requisitos ainda mais desafiantes, também atribuído ao consórcio de que a BEEVERYCREATIVE faz parte (ver projeto IMPERIAL).
O impacto desta inovação na exploração espacial é a capacidade de fabricar estruturas, peças suplentes, e o mais que seja necessário, no local em que são necessários, reduzindo o custo, o volume e as restrições de massa que poderiam proibir o lançamento de tudo o que é necessário para missões a longa distância da Terra, otimizando também o uso da própria ISS, o que lhe prolonga a vida útil.

Galeria de Imagens